Até hoje repercute o artigo que postamos do bom jornalista Flavio Prado, com o título ¨O Crepúsculo do Rei¨, cujo personagem retratada foi José Eduardo Farah, ex-presidente da Federação Paulista de Futebol.
Além do artigo, fizemos um comentário sobre o fato, relacionando-o ao que acontece hoje com o falecido Carlos Alberto Oliveira, ex-presidente da Federação Pernambucana de Futebol, com alguns dos que o cercavam e o idolatravam, que hoje já começam a criticá-lo, para que possam ficar bem situados com o novo poder.
Para nós, não existe nenhuma surpresa, principalmente em nosso país, onde as pessoas trabalham sempre com o futuro, esquecendo o passado.
Sobre o assunto recebemos na manhã de ontem um email muito bem elaborado, cujo remetente vamos resguardar, analisando com muita propriedade o artigo citado e a sua relação com o ex-presidente da entidade pernambucana.
Começa com uma base filosófica, ao afirmar que "a ingratidão também tem a ver com idolatria. Geralmente as pessoas ingratas têm dois comportamentos extremos: ¨amam¨, a ponto de idolatrarem a pessoa ¨amada¨, e quando descobrem os defeitos (naturais) da pessoa, passam a desprezar e se tornam totalmente ingratos.
O ingrato esquece com muita facilidade... não as coisas ruins, mas esquece as coisas boas que fizeram por ele (ela)".
E vai por aí em diante, quando ainda afirma que hoje nos corredores da Federação ouve críticas ao ex-presidente, de pessoas que receberam dele benesses e o melhor tratamento.
Concordamos com quase tudo que constava do email mas, na realidade, nos lembramos de um blog que lemos há muito tempo, o Sarah Sheeva, que nos deixou uma frase que nunca esquecemos: ¨o ingrato vive no ¨seu mundo¨, busca apenas os seus próprios interesses. É um tipo de pessoa que se torna cega (cego) para o amor (doação) de quem está ao lado".
Nos esportes a ingratidão resplandece, e está retratada no esquecimento. Só vale o atual, o passado e quem o fez são colocados de lado.
Quando se tira o nome de Mané Garrincha, uma das maiores glórias do futebol brasileiro e mundial, para colocar um outro é, sem dúvidas, ingratidão!
Quando esquecem bons jornalistas, que deixaram as suas marcas e serviram de referência ao futuro, e ainda vivos, como Fernando Menezes, Lula Carlos, entre outros, é ingratidão!
Pessoalmente vivemos momentos de ingratidão, e que demonstraram que de nada pode se esperar de um clube de futebol. Um desses aconteceu com o falecimento de Antônio Maria de Carvalho Lages, então Presidente de Honra do Sport, em cujo velório realizado na sede da agremiação, tivemos pouca presença dos dirigentes rubro-negros. Presentes só os seus amigos.
Ingratidão a uma das figuras que mais prestaram serviços ao clube em toda a sua história, que conhecemos bem de perto. Homem rico, na época, deixou parte de sua fortuna enterrada na Ilha do Retiro, e chegou inclusive a ser retirado do Conselho Deliberativo por apoiar outra chapa concorrente, mesmo sendo seu Presidente de Honra.
Pura ingratidão. Foi com isso que entendemos que as pessoas só olhavam o momento. Quando foi construído o hotel para a concentração dos profissionais do Sport, solicitamos ao presidente Wanderson Lacerda que desse o nome a tal edificação de Antônio Lages, e continua até hoje.
Qualquer dia mudam para dar lugar a um novo rico e neófito rubro-negro que aparecer pelas bandas da Ilha.
Não podemos nos alongar, mas vamos finalizar destacando uma outra ingratidão e essa bem recente, desde que há pouco faleceu José Calazans de Moura, um dos maiores dirigentes do Clube Náutico Capibaribe, não sendo destacado com nenhuma nota. Apenas no anúncio fúnebre.
São coisas do futebol, um esporte que não tem passado, somente o presente. Os que estão dirigindo também serão esquecidos. Terão o seu castigo, com a ingratidão.



























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