O FUTEBOL BRASILEIRO NO FUTURO

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Não precisamos ter bola de cristal, nem jogarmos os búzios, para delinearmos o futuro do futebol brasileiro.

Para que possamos chegar a tal entendimento basta analisar o que já comentamos em outras postagens, e que está referenciada nas receitas apresentadas por nossos clubes no ano de 2011.

O esporte mudou muito no século XXI, onde a globalização também se fez influenciar, e os clubes passaram de sua regionalização para a nacionalização e, sobretudo, a internacionalização.

Já sentimos a influência do futebol europeu no Brasil, com jogos sendo transmitidos e com as camisas dos seus times sendo vestidas pelos torcedores brasileiros, mas o inverso não acontece, e o Velho Continente ainda não reconheceu a existência das agremiações do Brasil.

Na evolução das Receitas, temos cinco clubes em um bom patamar, que podem ser considerados como o nosso nível 1- Corinthians, São Paulo, Internacional, Santos e Flamengo.

Quatro equipes do Sudeste e um intruso em terceiro lugar, do Sul, o Internacional. Três são de São Paulo, que representa sem dúvida o grande mercado nacional, um do Rio Grande do Sul, que tem esse crescimento vinculado ao regionalismo latente que existe nos pampas, que é agregado ao programa sócio-torcedor.

Já o Flamengo tem a potencialidade de ser a maior torcida do Brasil, com penetração em todas as regiões, mas sofre problemas de gerenciamento que impedem que se torne ainda maior.

Em um outro grupo encontramos clubes que foram grandes e tornaram-se medianos, tais como Palmeiras, Grêmio, Vasco, Atlético-MG, Fluminense e Botafogo. Os cariocas e o paulista já tiveram uma grande demanda fora dos seus estados, mas por problemas gerenciais foram se apequenando e perderam muito o contato com os consumidores de fora, tornando-se o que chamamos de clubes locais.

O Fluminense é um caso à parte, visto que depende, para a sua sobrevivência, de quase que totalmente da patrocinadora. Se essa resolver deixá-lo, certamente haverá a decadência, desde que a sua demanda teve uma curva descendente.

O Botafogo é um caso mais grave, por ter seus consumidores apenas no Rio de Janeiro, e apresenta o maior endividamento entre os 20 clubes brasileiros.

Os demais que participam da divisão principal estão no patamar de pequenos, inclusive o Coritiba, já que tem como consumidores torcidas bem inferiores as dos maiores patamares e que são exclusivamente estaduais. Não conseguiram extrapolar suas fronteiras.

Com o novo pacote dos direitos de transmissão, as diferenças serão cada vez mais incrementadas e o abismo será aprofundado, e quando analisamos os potenciais de cada clube, suas capacidades de absorção de novas receitas, tamanho dos seus consumidores, chegamos à conclusão que as chances de atingirmos o exterior são bem pequenas, e que apenas dois clubes poderão fazê-lo.

Quanto ao mercado nacional, teremos no máximo cinco grandes clubes, sendo os mesmos que hoje se apresentam no patamar das receitas apresentadas.

Quanto aos demais, para que possam permanecer na maior divisão nacional, sobretudo com uma boa competitividade, tem que realizar o mesmo procedimento do Internacional, quando se aproveitou da paixão do seu torcedor pelo clube e por sua terra, para transformá-lo no grande alavancador de sua estrutura.

Para os que não conseguirem tal fato só resta a fusão, e a primeira deveria ser a do Fluminense e Botafogo, senão terão que permanecer como coadjuvantes dos eventos realizados.

A globalização e a péssima distribuição de rendas nos levarão a tais acontecimentos.

sexta 25 maio 2012 01:16


O TORCEDOR COMUM IRÁ DESAPARECER?

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Por conta do artigo que postamos no dia de ontem sobre as arenas, o futuro do futebol e os sócios torcedores, recebemos alguns questionamentos a respeito do assunto, principalmente com relação aos torcedores que chamamos de "comuns".

Na verdade, o que acontece no dia de hoje em alguns clubes, é que esses têm um quadro social na categoria de torcedores maior do que a capacidade de seus estádios. Certamente existem os processos seletivos que já explicamos mas, por conta disso, aquele que não faz parte do programa fica tolhido de assistir ao jogo do seu clube.

Ouvimos uma entrevista do presidente do Atlético Mineiro, Alexandre Kalil, o qual discorria sobre o sucesso do seu programa ¨Galo na veia¨, em que os associados tinham a prioridade na compra dos ingressos para os jogos do time mineiro.

Na entrevista, o presidente afirmou que o programa colocará nos cofres do galo, nada mais, nada menos, do que R$ 40 milhões.

Trata-se, na verdade, de uma iniciativa inteligente dos clubes brasileiros, com a utilização da internet nas compras de ingressos, sem recorrer às superadas bilheterias, proporcionando aos consumidores um maior conforto.

O atendimento feito na sede do Atlético para a entrega dos cartões, segundo o seu presidente, é de primeiro mundo, e todos saem satisfeitos.

O Internacional é, no Brasil, o clube com maior número de sócios, tendo como consequência a sua excelente receita, que o colocou em terceiro lugar entre os clubes brasileiros.

A questão que surgiu está referenciada ao cidadão que não faz parte desse programa, perdendo a sua condição de frequentar os estádios de futebol.

Certamente esse é o maior problema, que foi acrescentado a diminuição da capacidade de público das arenas, para atender as exigência do futebol moderno, e que precisa ser repensado para que não tenhamos mais um setor de exluídos de nossa sociedade.

Na realidade, apesar de não serem sócios, esses torcedores têm a mesma paixão pelo seu clube, como os participantes do quadro social privilegiado.

Esse processo faz parte da elitização do futebol, e deveria servir para que alguma alternativa fosse implantada para atender aos que ficaram fora do programa, e que passaria pela disponibilização de uma determinada quantidade de ingressos que seriam colocados a sua disposição.

O futebol precisa de todos para que possa voltar a crescer, e não tem o direito de proibir o acesso de torcedores aos seus estádios.

Isso se chama exclusão.

sexta 25 maio 2012 01:14


NÃO É NORMAL SER AGREDIDO POR PERDER UM JOGO

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Artigo escrito pelo jogador X, e publicado pela Revista Espn.

- "Há muito tempo procuro entender o verdadeiro papel das torcidas organizadas. Não sei se isso é uma profissão, mas posso assegurar que os membros têm status de quase diretores dos clubes brasileiros. É muito comum viajarem no mesmo avião que os jogadores e alojarem-se no mesmo hotel que a delegação.

Com uma postura sisuda e um olhar constrangedor, deixam o ambiente muito pesado, independetemente se a fase do time é boa ou ruim. Os jogadores ficam sempre com a sensação de estarem sendo vigiados e sondados.

Esses integrantes gozam de uma liberdade considerável, principalmente para cobrar dos jogadores melhores resultados - mas não caberia esse papel à direção do clube? - e, ao final do seu discurso, sempre deixam reticências cercadas de suspense, que não podem significar boa coisa.

Até hoje me arrependo de, na apresentação em um grande clube do Brasil, ter colocado o boné de uma dessas torcidas. Quase fui obrigado a fazer isso pelos líderes da organizada presentes no momento. Imagine a cena se eu me negasse a colocar o acessório.

Outra vez, em um jogo em que perdemos dentro de casa, tivemos de esperar mais de três horas para sair do vestiário. Foram momentos de terror, ouvíamos cânticos desagradáveis, que se reportavam a cada jogador, com ameaças e palavras fortes. Mas o pior estava por vir.

Quando achamos que a situação tinha se acalmado, saímos pelos portões do fundo cercados de seguranças e com toalhas encobrindo a cabeça. Cada um entrou em seu carro. Segui para casa com minha família, porém nos deparamos com uma espécie de emboscada. Os torcedores da organizada em número considerável, nos cercaram e começaram a bater nos vidros e a balançar o carro com uma força tão grande que tinhamos a sensação de que ele viraria.

Foram momentos de terror. Meu pai, assustado, era quem estava ao volante. Tive que dar um comando para ele acelerar. Ele, graças a Deus, avançou sem ferir ninguém, nem deixar que esses ¨torcedores¨ nos machucassem.

Os clubes têm uma responsabilidade grande nisso tudo. Permitem que esses indivíduos tenham acesso fácil aos jogadores, delegando-lhes uma autonomia imcompatível com o discernimento de muitos deles. Trabalhamos sob a ameaça de, se não vencermos uma partida de futebol, sermos agredidos. Isso é normal?

O esporte que foi capaz de parar guerras e de agregar países inimigos nos campos da política está, no Brasil, degenerando em corrupção, violência e desrespeito para com todos os envolvidos, dos torcedores verdadeiros aos jogadores, tudo por causa de indivíduos desequilibrados que estão desequilibrando algo tão lindo" -.

Jogador X é uma estrela do futebol brasileiro com passagens por diversos clubes do país e do exterior.

sexta 25 maio 2012 01:12


A CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA E A FIFA

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A Fifa considera-se acima do bem e do mal. Até os seus constantes casos de corrupção são jogados para baixo do tapete. Os cartolas resolvem entre sí e perdoam aqueles que cometeram os ¨equívocos¨.

As leis de um país para essa de nada valem, inclusive as suas Cartas Magnas. A palavra e a caneta de Blatter são superiores.

Como já foi amplamente noticiado, o Brasil de Pelotas, e o Treze, de Campina Grande, ingressaram com uma ação na Justiça contra a CBF, solicitando as suas inclusões na Série C do Campeonato Brasileiro. As liminares foram concedidas.

Na verdade, cumpriram todos os procedimentos legais que são disciplinados pela Constituição do Brasil em seu artigo 217, Inciso IV, quando rege o seguinte: ¨O poder judiciário só admitirá ações relativas à disciplina e às Competições desportivas, após esgostarem-se as instâncias da Justiça Despórtiva regulada em Lei¨.

Nada mais cristalino, e quando esses clubes ingressaram na Justiça Estatal, o fizeram por terem os seus pleitos sido recusados em todas as instâncias esportivas.

O magistrado quando recebe as ações para julgamento procura de imediato saber se está de acordo com a legislação brasileira, e somente a acata quando tem a confirmação, pois se não passou por todos os trâmites desportivos o pleito será negado.

O interessante é que a própria CBF reconheceu esse direito, quando recorreu a Justiça do Rio Grande do Sul, e não foi atendida, assim como ao Superior Tribunal de Justiça, para tentar derrubar a liminar concedida, e teve no dia de ontem o indeferimento em julgamento feito pela Ministra Maria Isabel Galotti.

Se a nossa justiça estatal considerou o direito do clube gaúcho, qual a razão da Fifa atender a José Maria Marin e Marco Polo Del Nero, e decidir que os paraibanos do Treze e os gaúchos do Brasil. de Pelotas, estão eliminados de todas as competições nacionais e internacionais, por terem acionado a justiça comum em assuntos esportivos?

Não iremos discutir os direitos das equipes de retornarem à Série C do Brasileiro, e sim aqueles que são emanados pela Carta Magna do país, que foi considerado por nossa justiça, inclusive em instância superior, e um simples órgão do futebol passar por cima e afastar os clubes dos eventos esportivos.

Obviamente trata-se de uma chantagem explícita, para que esses recuem e então voltem a participar das atividades esportivas do país, e com isso o Santo André, clube do estado dos cartolas envolvidos, e de pessoas poderosas será alçado a competição em questão.

Não sabemos o grau de coragem dos dirigentes desses dois clubes, mas bem que gostaríamos de assistir a um briga judicial contra essa decisão da Fifa, e até quando a CBF iria contrariá-la.

Nenhuma pessoa que tenha o juízo no seu devido lugar, poderá entender que uma Constituição em vigor no país seja rasgada por um organismo internacional, cuja credibilidade não é lá muita coisa.

Sabemos que as decisões da Justiça Esportiva não são muitas vezes corretas, pelo comprometimento dessa com as entidades de administração, e tirar de um clube a única forma de um recurso legal, realmente é matar o que resta do futebol.

Já nos deram um chute no traseiro, agora o estão dando em nossa Constituição.

sexta 25 maio 2012 01:10


NOTAS AVULSAS

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NOTA 1- UMA NOTA EQUIVOCADA

* A Nota da Secretaria de Esportes de Pernambuco publicada no Diário de Pernambuco, com relação às denúncias formuladas sobre possíveis irregularidades nos convênios por essa entidade, é totalmente dispersa e equivocada.

Quando afirma que a instituição descrê que representantes das entidades conveniadas não tenham conhecimento do destino  da verba vai de encontro a todas as afirmações da reportagem realizada pelo jornal pernambucano.

Há algum tempo que se comentava em nossa cidade que várias entidades vinham sendo utilizadas para obtenção de tais recursos, e as declarações de alguns dirigentes são bem cristalinas, quando afirmaram que desconheciam os montantes liberados e que assinaram o pedido para atender amigos.

Bem esquisito. Que amigos são esses?

Vamos solicitar mais uma vez da Secretária Ana Cavalcante, que autorize a realização de um ¨pente fino¨ em todos os convênios realizados, e que todas as prestações de contas sejam revistas para a análise de seus documentos.

O resto é chover no molhado, ou esperar a participação do Ministério Público.

NOTA 2- A NOTA DOS EX-PRESIDENTES DO SPORT

* Esse nosso Brasil nos apresenta todos os dias uma novidade.

Conhecíamos notas de desagravo, de solidariedade, mas nunca tínhamos visto uma de reconhecimento como a publicada por ex-presidentes do Sport, com a relação ao atual Gustavo Dubeux.

Já tínhamos conhecimento dessa nota, que foi preparada pelo próprio reconhecido, e atendida pela gentileza dos antigos dirigentes rubro-negros, que colocaram as suas assinaturas no documento.

Temos o maior respeito por quem dirigiu o Sport Club do Recife, e entre eles estão alguns dos quais participamos da diretoria como vice-presidente, mas se pudessem se aprofundar na real situação do clube, certamente relutariam em assinar tal documento.

Quanto ao apoio da arena, concordamos, mas transformar o patrimônio do clube em um complexo de espigões, realmente é distorcer a sua finalidade e cujos objetivos finais são outros.

No Brasil atual, fora do contexto da Copa do Mundo, só estão sendo construídas as arenas do Grêmio e Palmeiras. Apenas duas, e certamente nessas não existem nenhuma relação com projeto imobiliário.

NOTA 3- FUTEBOL DE RICO

* O jogo Corinthians e Vasco registrou a segunda maior renda de sua história após a existência do real.

Em 2010, o jogo contra o Flamengo pelas oitavas de final da Libertadores teve um movimento de R$ 2.949.424, enquanto o jogo da última quarta-feira cobtra o Vasco, rendeu R$ 2.723.056.

Já no jogo contra o Emelec, as bilheterias movimentaram R$ 2.286.061.

O preço cobrado por ingresso no jogo de 2010 contra o Flamengo foi de R$ 82,9. Nesta quarta, o valor médio foi de R$ 76,6, o que demonstra a elitização do futebol, já que nesse jogo tivemos bilhetes de até R$ 500.

O esporte brasileiro está se tornando de rico, e expulsando os pobres para as televisões.

NOTA 4- NO BASQUETEBOL TAMBÉM ESQUECERAM AS BASES

* A situação do basquetebol brasileiro é por demais preocupante.

A nossa Confederação vem pecando pela ausência de um trabalho de base.

O retrato disso apareceu no último dia 20 de maio, na realização do Sul-Americano Sub-15, em Maldonado, no Uruguai, onde o Brasil classificou-se em 4º lugar.

Fomos derrotados pelo Uruguai (46 a 67), Argentina (30 a 73) e, finalmente, para o ¨poderoso¨ Chile (64 a 61).

Uma campanha pífia, e que demonstra a necessidade que teve a entidade de naturalizar o americano Larry Taylor, já que não temos armadores de bom nível.

O problema é geral, principalmente pela falta de uma política esportiva nacional.

sexta 25 maio 2012 01:08


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