O MERCADO DO FUTEBOL

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A empresa americana de comunicações Turner, que é sócia do Canal Esporte Interativo brasileiro, dispendeu US$ 135 milhões para a aquisição dos direitos de transmissão por três anos dos jogos da Liga dos Campeões, na TV paga de nosso país.

Conseguiram superar as propostas da ESPN-Brasil e do Sport TV, duas gigantes do setor, e por esse período terá a exclusividade dessas transmissões.

Obviamente que ao colocar tantos recursos em um projeto, derrubando empresas tradicionais, é uma demonstração de que o mercado está favorável a essa competição, o que aliás é uma realidade palpável, desde que hoje discute-se muito mais os jogos dessa Liga do que os do próprio Campeonato Nacional.

Entendemos que o mercado responde ao que acontece ao nosso futebol, com um enfraquecimento observado ano a ano, sem a qualidade técnica necessária para um maior acolhimento e, sobretudo, pela ausência de credibilidade em sua organização.

Os maiores jogadores do mundo estão na Europa, inclusive muitos brasileiros. Os grandes times estão nesse Continente, enquanto os gramados sul-americanos estão vazios de bons produtos.

A Liga dos Campeões hoje é a maior marca do futebol mundial de clubes. A sua profissionalização oferece um gerenciamento de qualidade, penetrando em vários países do mundo, inclusive no Brasil, que tem uma demanda gigantesca voltada para essa competição.

Os US$ 135 milhões espantaram, mas um grupo como o Turner jamais iria investir em algo que não lhe desse retorno, e com a certeza de que venderão muito bem os seus pacotes dos jogos.

Quem gosta de esportes sempre procura algo de melhor no meio, e no futebol hoje sem dúvidas é a Liga dos Campeões, que tem uma qualidade bem longe dos Campeonatos realizados no Brasil, que se apequenaram por conta da qualidade dos seus jogos, em especial, pela ausência de grandes estrelas, que são abundantes no futebol europeu.

Qual o país europeu, com exceção da TV Benfica que investe em nosso Brasileirão? Infelizmente esse tem muito pouco a apresentar, mostrando que deve melhorar a sua marca, necessitando de bons gestores.

O processo começou nas décadas de 80 e 90, quando os craques de nossos clubes começaram as suas evasões para a Europa, como Ronaldo, Ronaldinho, Kaká, fazendo com que os brasileiros despertassem para os seus times. No século XX isso foi incrementado, e hoje as vendas das camisas desses clubes em nosso país concorrem com as dos clubes locais. Suas torcidas cresceram, e existem fãs clubes por todo o país.

Para que se tenha uma ideia exata, a audiência na TV aumentou 60% nos últimos anos, o que mostra o interesse dessa competição junto ao torcedor brasileiro.

Temos um bom mercado que o futebol nacional não sabe aproveitar, e só mudando o seu gerenciamento pode melhorar, e, assim, teremos a volta do crescimento de um esporte que já foi o maior do mundo.

sexta 28 novembro 2014 03:45


A NECESSIDADE DA PROFISSONALIZAÇÃO

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Quando acompanhamos a situação de alguns clubes do Brasil, vítimas de gestões amadoras e ineficientes, ficamos cada vez mais convictos que sem uma profissionalização do setor não existe a menor esperança para o futuro desse esporte no país.

Fernando Ferreira, diretor da Pluri Consultoria, em um de seus artigos referenciou algo que representa uma realidade nacional, ao afirmar que ¨a gestão não profissional dos clubes brasileiros está na raiz dos problemas do nosso futebol¨.

Uma frase lapidar. O maior problema do futebol do Brasil é sem dúvidas o amadorismo gerencial, com o dirigente apaixonado, aquele que dá declarações às mídias esportivas com juras de amor, e que vai morrer por sua bandeira, e que contamina o torcedor, criando assim um ciclo vicioso no sistema.

Muitas pessoas não entendem quando se fala em profissionalização, refletindo de forma errada que isso induz a formação de clubes-empresas, quando a realidade é bem outra, o que desejamos é a profissionalização das gestões, fato esse que acontece em várias partes do mundo, quando os presidentes são figuras institucionais, não executivas.

O Brasil tem uma política feudal até hoje, embora seja um país democrático, e o futebol como faz parte do contexto segue os mesmos caminhos.

Os clubes não conseguem formatar um projeto de longo prazo, que contemple uma linha de profissionalização de diversos setores, e que possa formar uma espinha dorsal por muitos anos, mesmo com as mudanças do comando.

Uma estrutura administrativa bem formatada, longe da política das agremiações, é uma das poucas soluções para saírem do abismo que cada vez mais se aprofunda.

Os seus Estatutos deveriam ter em seus artigos esse sistema profissional de gestão, uma linha de conduta a ser adotada, independente de quem esteja no poder, situação ou oposição, e com prazos longos para as suas modificações.

Trata-se de uma máquina administrativa, com conceitos modernos formados, como acontece nos países mais adiantados do mundo, não apenas nos esportes, e sim na própria vida política.

Dirigentes amadores e não remunerados deveriam fazer parte de conselhos, com o papel de ajudar a definir os programas que se deseja implantar, mas sem atuarem como gestores, que são apenas para os profissionais qualificados, bem pagos, com todos os instrumentos nas mãos para fazerem um bom trabalho.

Sabemos que o dirigente de um clube de futebol jamais irá deixar de lado aquilo que hoje representa para esse. Muitas vezes são pessoas pouco conhecidas, e que encontram no esporte um meio maior de projeção, e a vaidade termina proibindo que esse seja apenas uma figura institucional, e que os seus clubes possam amadurecer com o trabalho de quem entende de gestões.

Esse é o caminho, adotado pelos maiores centros do futebol mundial, e que dificilmente será acolhido no Brasil, onde a maior alegria de um cartola é o de tirar uma foto com um jogador de futebol.

Lemos no dia de ontem uma declaração do futuro presidente do Vasco Eurico Miranda, no processo de transição, ao afirmar que não conversava com executivos.

Isso é a rara do futebol brasileiro, e nada melhor para encerrarmos o artigo.

sexta 28 novembro 2014 03:42


A FACE CRUEL DO BRASIL OLÍMPICO

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Já gastamos muitas linhas escrevendo sobre a precária estrutura das escolas brasileiras com relação aos equipamentos esportivos, que reflete na massificação dos esportes no país.

Temos dito e repetido que tudo começa na escola. Essa é a base da pirâmide esportiva, e como não atende as necessidades, um país de mais de 200 milhões de habitantes, é um representante minúsculo nos esportes mundiais.

Em boa hora a ONG ¨Atletas pelo Brasil¨, cujos componentes são pessoas sérias, tendo à sua frente o ex-jogador Raí, campeão mundial de futebol, e a medalhista Olímpica de voleibol, Ana Moser, divulgaram no dia de ontem um trabalho efetuado em 10 cidades que serviram como sede da Copa do Mundo, que mostrou uma trágica realidade com escolas sem equipamento esportivo, educação física ignorada nos seus currículos, e a falta de profissionais para promover atividades regulares à população.

Só não responderam as solicitações, as cidades do Rio de Janeiro e Manaus.

O jornal Folha de São Paulo antecipou alguns desses subsídios do relatório, que mostram claramente o abandono que existe nos esportes no Brasil, que não atende a sua principal parceira, a escola, que hoje serve apenas como fornecedora de merenda escolar.

Nenhuma novidade nos resultados do trabalho, porque acompanhamos o setor, e Recife é um dos maiores exemplos de abandono esportivo, quando deixa de lado o principal motor esportivo, que são os jovens estudantes.

Nos municípios avaliados, apenas 45% das escolas públicas tem pátios, quadras, ginásios, principais equipamentos para a iniciação esportiva.

Há um bom tempo um ex-secretário de educação do estado de Pernambuco, respondendo a uma pergunta nossa sobre a construção desses equipamentos nas escolas públicas, afirmou que tinha um projeto pronto para a edificação de 60 quadras. Na verdade nenhuma foi construída.

Por outro lado, apenas três cidades indicaram que os seus alunos têm aulas de educação física, fato esse que é obrigatório por conta de uma lei federal, que é mais uma entre centenas que não são cumpridas.

O mais grave foi constatado, a falta de profissionais nas escolas públicas, e mesmo em outras instituições do setor, para a orientação daqueles que pensam em praticar um esporte.

A maioria dos municipios não possui espaços para projetos de alto rendimento em seus programas, os que têm, atingem poucos jovens. Menos de 1% de adultos tem as suas atividades físicas monitoradas, e em todas os orçamentos para o setor correspondem apenas a 1% do total.

O que podemos esperar de um país que não atende as necessidades de seus habitantes? O que podemos esperar de um país em que os esportes são tratados como produtos de terceira classe? Como podemos desejar uma promoção olímpica no quadro de medalhas, quando não formamos os atletas?

O modelo atual é o de importar e naturalizar atletas de outros países, já que a formação no Brasil é ineficiente, e o maior exemplo está nesse relatório, que é um fato já destacado em várias postagens.

Gerações foram perdidas, e o país caminha lentamente nesse setor. Aliás, só é bom na corrupção, com uma boa escola formadora, diplomando muita gente com ensinamentos modernos para afanar o dinheiro público.

Lamentável.

sexta 28 novembro 2014 03:40


O FUTEBOL INGLÊS COLHE BONS FRUTOS COM O FAIR-PLAY-FINANCEIRO

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A consultoria internacional BDO, realizou uma pesquisa com os responsáveis pelas finanças dos clubes que formam todas as divisões do futebol inglês, a qual mostrou os efeitos positivos que a adoção do Fair Play Financeiro representou para esses.

O trabalho foi publicado no jornal Estado de São Paulo, pelo jornalista Almir Leite.

O sistema começou a ser implantado no Reino Unido na temporada de 2012/2013. Na ocasião, 85% dos dirigentes esperavam cumprir a lei. Uma temporada após (2013/2014), 90% dos 67 cartolas entrevistados garantiram que seus clubes cumpriram as exigências, controlaram os custos, e aplicaram as regras de sustentabilidade. E a projeção é que no final do atual campeonato todos tenham se enquadrado.

Enquanto isso, no futebol brasileiro discute-se há um ano a Lei de Responsabilidade, que seria um modelo do Fair-Play-Financeiro. Um dia acertam uma coisa, no outro dia os cartolas modificam.

Ficou acordado que o cumprimento das normas brasileiras seriam inciadas em 2016, com o ano de 2015 para adaptação, mas os que fazem os clubes alteraram para 2022, e com o agravante de que as penas não sejam definidas na lei, e sim na sua regulamentação.

Uma esperteza, pois uma regulamentação de leis no Brasil demora muitas vezes mais de dez anos, como aconteceu com a Lei Pelé.

Na realidade seria uma Reponsabilidade Fiscal com um jeitinho brasileiro, do engana que eu gosto. Os nossos dirigentes estão mentalizados para a continuação do atual sistema, não existindo a menor fiscalização e punição para os atos lesivos aos clubes.

Enquanto isso, a pesquisa da BDO detectou sinais bem claros da recuperação econômica dos clubes britânicos, e com um otimismo crescente.

Nenhuma novidade, desde que em qualquer empresa, e o clube também pode ser assim considerado, as boas práticas financeiras abrem as portas para os patrocinadores, os clubes ficam com menos dependência de artifícios como adiantamentos de receitas, ou de recorrerem a empréstimos para a cobertura dos seus vermelhos, e ainda venderem os mandos de campo, que é a moda atual.

O sistema aplicado no futebol inglês teve o seu período de adaptação, que não contemplava penalidades, e sim advertência e orientações, e agora está sendo cumprido e fiscalizado.

São atitudes simples, que atendem ao binômio mais importante da economia -receitas/despesas-, e que servem para a sodificação do sistema, e com previsão de bons resultados para o futuro.

Vivemos no meio de uma esculhambação geral, e qualquer medida que possa ser discutida, se não atender ao modelo vigente, das espertezas, certamente não será bem acolhida.

Na verdade, o futebol brasileiro é inimigo da fiscalização.

sexta 28 novembro 2014 03:38


NOTAS AVULSAS

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NOTA 1- DUAS PEDRAS CANTADAS QUE BATERAM NO BINGO

* Nas postagens de ontem escrevemos sobre uma possível greve dos jogadores do Náutico, por conta dos salários atrasados, e que a data limite seria no dia de hoje.

Citamos que tínhamos tomado conhecimento de que o clube estava preparando um plano B para enfrentar a Ponte Preta.

Só erramos com relação ao dia do movimento, que foi antecipado para ontem, quando os jogadores deixaram o CT sem participarem dos treinamentos.

O plano B está confirmado caso os profissionais não façam nenhum acordo, com o aproveitamento dos atletas do SUB-20.

Um vexame nacional.

Uma pergunta: Onde estão os alvirrubros?

Um outro tema abordado foi com relação ao STJD e o Icasa, quando apostávamos que o processo não seria julgado ontem.

Acertamos. O Pleno resolveu tirar de pauta mais uma vez o recurso, na espera do fim da competição que acontece no sábado, para que possa tomam a decisão.

Na verdade, trata-se de um vespeiro, com o jeitinho brasileiro funcionando para não dar mais confusão.

NOTA 2- EMPRESÁRIO EMPRESTA COM 10% DE JUROS

* O Conselho Fiscal do Botafogo detectou uma transação bem estranha, realizada pelo ex-presidente Mauricio Assumpção.

Ele solicitou R$ 6 milhões emprestados ao empresário de jogadores, Fernando Garcia, ligado ao Corinthians e irmão do candidato à presidência do clube, Paulo Garcia, que realiza muitas transações no time paulista.

Foram dois empréstimos de R$ 3 milhões cada um, com uma comissão de 10%, além dos juros.

Os membros desse órgão estão analisando os documentos, para uma decisão sobre o assunto.

Tal fato mostra a realidade de um clube que foi destruído por péssimas gestões, e está vivendo uma lenta agonia, e pagar R$ 600 mil de comissões por empréstimos é algo que deveria parar nas esferas policiais.

NOTA 3- O TAMANHO DO FUTEBOL BRASILEIRO

* O tamanho do futebol brasileiro foi reduzido na temporada de 2014.

Não bastasse o emocionante 7x1 que a seleção do Circo tomou da Alemanha, os nossos clubes decepcionaram nas competições continentais.

Na Liberdadores todos morreram no caminho, e agora o último representante na Copa Sul-Americana, São Paulo, foi batido pelo Atlético Nacional de Medelin, time de segunda categoria no ranking Continental.

Estamos chegando na casa dos centímetros.

NOTA 4- A COPA VERDE É DO BRASILIENSE

* O STJD é uma verdadeira tartaruga, andando lentamente.

No dia de ontem realizou o julgamento do Brasiliense com relação à conquista da Copa Verde, que já tinha sido objeto de uma demanda na Primeira Instância, quando os auditores deram ganho de causa ao Payssandu ao considerarem que o time de Brasília teria colocado quatro jogadores irregulares.

O julgamento ocorreu no dia 28 de agosto, e somente no dia 26 do corrente, três meses após, o recurso foi julgado e dessa vez a vitória foi do time de Luiz Esteves, que está no presídio da Papuda e deve ter comemorado.

Por conta desse título, o Brasiliense irá disputar a Copa Sul-Americana. 

Que competição é essa?

NOTA 5- CENAS DE ARROGÂNCIA

* Estávamos assistindo ao Jornal da Band, que é comandado pelo melhor âncora da televisão brasileira, Ricardo Boechat, e vimos uma cena de arrogância explícita.

Os jornalistas faziam plantão no presídio de Brasília para focalizarem as visitas aos empresários da Operaçao Lava-Jato e, de repente, a esposa de um funcionário da OAS, José Ricardo Nogueira Brighirolli, acompanhada da sogra, respondeu que não iria falar. 

Uma posição normal pelo constrangimento que essa está passando.

Na saída, talvez emocionada por encontrar o marido em um local que era acostumado a receber apenas o triangulo PPP, resolveu xingar os jornalistas, com o dedo na Câmera gritando: ¨bando de urubus, fracassados, isso é que vocês são¨, disse.

Enquanto andava em direção do portão de saída, gritou uma frase em que mostrou uma intolerância sem limite: ¨se estudassem não seriam jornalistas¨

Uma mulher que assistia à cena deixou uma frase antológica: ¨Pelo menos não roubam¨.

Nada a acrescentar.

sexta 28 novembro 2014 03:35


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